Lubango - O serviço expresso "EMS", de carga e logística nos Correios de Angola, na Huíla aumentou de 79 pedidos no mês de Abril para 115 em Julho último, fruto das restrições impostas pela Covid-19, com limitações na circulação.

O EMS (Express Mail Service) é uma modalidade de envio rápido, oferecida pelos correios, um serviço de entrega expressa internacional de documentos e mercadorias de até 30 quilogramas. De acordo com o Director regional sul dos Correios de Angola, Anselmo Bulica, a empresa está a receber por semana um total de 140 a 160 correspondências postais, dais quais pelo menos mais de 20 são do EMS.

Para mercadorias, avançou que a empresa é solicitada, com maior incidência, a transportar materiais de escritórios pelas instituições do Estado e bancárias, como os maiores clientes do serviço. “Expedimos material para todos os continentes, temos acordos com todas as companhias aéreas, o físico chega com rapidez e eficiência, com o serviço expresso ou o normal, que duram em função da região onde vão ser enviados e pagamento”, destacou. Realçou que a Huíla tem 1.250 caixas postais activas de clientes maioritariamente singulares e alguns colectivos, cujo processo de actualização é contínuo, que para a sua manutenção é necessário ter a cópia do Bilhete de Identidade, assim como assinar um formulário e fazer um pagamento semestral de nove mil kwanzas.

“O número de caixas ainda não é o desejável, pois a empresa tem capacidade para fazer muito mais, um número quase ilimitado que vai de acordo com a densidade populacional, mas reconhecemos que também não temos capacidade ainda de responder a um número bastante superior ao que temos, face das dificuldades enfrentadas”, reafirmou. Admitiu que há dificuldades relacionadas com a falta de material e recursos humanos, que situação emperra o crescimento da instituição, mas a par da situação, estão a trabalhar para melhorar o capital humano, para responderem os desafios actuais dentro da matéria postal.

Acrescentou ser necessário ver a questão das infra-estruturas que são “ricas”, mas carecem de alguma manutenção e reabilitação dos seus edifícios, bem como melhorar os recursos para o trabalho e assim corresponderem os desafios actuais e as expectativas da província. Reforçou que estão a trabalhar para devolver a cultura postal a nível da região, pois os correios andaram "adormecidos", no entanto, têm dado passos significativos para devolver a cultura postal, na interligação entre as pessoas, a troca de bens, cartas, encomendas, tudo ligado a matéria postal.

Anselmo Bulica defendeu o incentivo da cultura postal na Huíla, com a implementação de matérias ligadas a importância dos correios nas escolas, assim como maior investimento nos serviços para corresponder com as expectativas das pessoas.

A direcção regional sul dos Correios de Angola, compreende as províncias da Huíla, Benguela, Namibe e Cunene. Prestam serviços de aluguer de apartados, envio de correio normal e interno, correspondência internacional, aluguer de caixas postais, entrega de encomendas e exploração de internet.